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Saímos de Araruama pontualmente às 6h do dia 02/10, com destino à São João Del Rey.
Muitas pessoas no grupo já se conheciam(costumam viajar com a AdaltonTour) e a nossa foi a primeira viagem com eles. Ao me acomodar na poltrona, ouço uma voz familiar: Jader meu colega de trabalho no INSS acompanhado da esposa. Além de nós dois haviam outros quatro novatos no grupo. Bastou as primeiras brincadeiras para que o grupo ficasse coeso.
Ônibus confortável, motorista cauteloso, mas a viagem longa... Só às 14h chegamos a nosso destino e fomos direto almoçar. Eu já estava com dor de cabeça... não aceitei o lanche servido no ônibus acreditando que no máximo às 13h estaríamos almoçando. A visita guiada por São João Del Rey e Tiradentes atrasou devido o almoço ter se alongado (buffet farto com delícias mineiras, quem consegue comer rapidinho e não repetir?). Igrejas e museus fecham às 17h, já passava das 15h e o guia optou pela Igreja de São Francisco de Assis, a maior e mais bonita da cidade. Após a visita saímos rumo à Tiradentes, onde também só foi possível conhecer a Igreja de Santo Antônio de Pádua, toda folheada à ouro. Só estavam esperando nosso grupo sair para fechar as portas. Descemos a rua passando pela casa onde Tiradentes passou a infância aos cuidados de Pe. Toledo e apreciando os detalhes do casario colonial ouvindo a explanação de nosso guia. Saímos de Tiradentes já ao por do sol, com destino à BH. O hotel (muito confortável) ficava dentro da cidade e ficamos sujeitos ao trânsito urbano. Chegamos ao hotel quase 22h, exaustos só querendo banho e cama.
03/10: horário de saída 8h. Banho, café e, pontualmente, estrada! Seguimos com destino à Sete Lagoas. Aqui cabe um parênteses: não sei se as estradas não estão boas ou se nosso motorista foi cauteloso demais... eu já tinha feito esse trajeto BH - Sete Lagoas em carro de passeio e a distância não era tanta... Chegamos às 10:30h e, mais uma vez, das “sete lagoas”, só conhecemos a que fica no centro da cidade: Lagoa do Paulino. Aí fica uma pergunta que não quer calar: as outras 6 lagoas existem mesmo ou são apenas lenda urbana? rs...rs...rs... Existem sim! Eu vi o mapa turístico e a funcionária do Centro de Informações Turísticas disse que para conhecer todas é necessário passar o dia na cidade.
Em Sete Lagoas existe uma atração turística que deve ser visitada (estava interditada para reparos) que é a Gruta Rei do Mato. Eu conheci quando fiz esse passeio em setembro de 1999. Eu ainda voltarei à Sete Lagoas para rever Rei do Mato e conhecer todas as sete lagoas! Pode me esperar!
Às 11:15h saímos rumo à Cordisburgo para a visita à Gruta do Maquiné (eu sempre disse “de” Maquiné, mas é “do” Maquiné que foi um explorador de grutas, o primeiro a entrar na gruta que recebeu seu nome!) Chegamos aproximadamente às 12:45h, almoçamos e seguimos com o guia para a gruta. A entrada é ladeada de belos jardins e a aproximação já é de tirar o fôlego. No grupo, uma xará: Tetê! Ela estava com medo de entrar e se sentir sufocada. Conversamos sobre minha primeira visita e ela se sentiu mais segura para entrar. Estava em companhia da filha que se dispôs a voltar com ela caso não se sentisse bem.
O guia experiente, fez sua primeira visita à gruta ainda pequeno, reuniu o grupo no 1º salão, de costas para a entrada, para uma climatização de olhos e respiração. Ali contou muitas histórias, mostrou obras de vandalismo e começamos a andar observando as diferentes rochas, colorações que não são percebidas nas fotos e formas que, alimentadas pelo sombreado, nos levam a imaginar as mais incríveis imagens. E assim, fomos descendo, sem perceber que nos dirigíamos ao centro da terra... (calma Tetê... menos... não vamos assim tão longe! rs...rs...rs....) Minha xará e a filha (Lygia que já é minha facefriend!) foram próximas à nós e ao guia. (detalhe que eu não falei: era um grupo da Terceira Idade. Os caçulas éramos eu, Mô, Lygia, Jader e a esposa. Se para nós já foi uma visita puxada, para os mais idosos, mais puxada. Mas é uma questão, também, de preparo físico pois idosos que caminham e fazem atividade física regular tiram de letra, viu?) e eu perguntava: “E aí xará, está gostando?” E ela só repondia: “Lindo... lindo!” São 7 salões e no último o cansaço já é visível. O guia mesmo nos deixa sentar um pouco para ouvir a explanação final. O retorno é pelos mesmos corredores da ida, mas acredite, a gente vê coisas que não tinha visto antes... é fantástico! Foram quase 2 horas dentro da gruta. Cansativo? Sim! Mas no meu parecer ninguém deveria morrer sem ter conhecido a Gruta do Maquiné. As fotos não mostram toda a sua beleza e as palavras não conseguem contar o encantamento visual e a energia que vibra naquele lugar.
Deixamos Maquiné rumo à Ouro Preto. No caminho, passando por BH, a rodovia estava completamente congestionada (hora do rush) e ficamos um bom tempo presos ali. Chegamos à Pousada do Arcanjo (Miguel, claro!) por volta das 21h. (A pousada é divina! Por fora, colonial e rústica. Por dentro com toda a modernidade que se faz necessário. Apartamentos confortáveis... e carro para levar e trazer do centro histórico. Tudo de bom!) Outro dia exaustante que fechamos com um sanduiche, banho e berço!
04/10: dia livre em Ouro Preto! Relax! Relax? Relax...
Tomamos café(Jesus me abana... comi um pedacinho de cada pãozinho recheado e de cada doce...) e saímos no primeiro carro da pousada - 9h. Fomos direto à Secretaria de Turismo. Eu levei um mapa do centro histório com os principais pontos marcados mas achei que indo à Secretaria de Turismo teria mais informações e dicas. Mas o funcionário que nos atendeu não ajudou muito e quase que nos atrapalhou pois nos deu um mapa muito confuso... eita!
No largo em frente à Secretaria estava a Igreja de São Franciso de Assis e a missa estava começando. No dia dele, não podíamos ignorar, né? Participamos da missa. Dali do largo, descendo uma ladeira íngrime (merecia receber um corrimão, sabia?) chegaríamos à Casa dos Inconfidentes e a uma igreja (gente é uma infinidade de igrejas e não é possível guardar todos os nomes...). Já seria um risco descer... subir então... Não fomos! Como não sabemos andar entre as ruas(leia-se ladeiras) pelos becos(leia-se escadas) fizemos da Pça. Tiradentes nosso marco de chegada e saída. Aqui cabe mais um parênteses: esse andar pelos becos(escadas) de uma rua para outra, na região eles falam “cortar as ladeiras”, e é um quebra galho mesmo!
Subimos o fluxo do trânsito em direção à uma igreja cujo pátio serve de mirante (N. Sra do Pilar, eu acho...) onde tiramos muitas fotos. De lá localizei um dos pontos que marquei para visitar: o Museu do Oratório. Sou apaixonada por oratórios e ainda bem que fui até lá. Uma pena não poder tirar fotos... oratórios majestosos folheados a ouro e outros minúsculos esculpidos até em bala de espingarda... lindos! Esse museu fica ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Carmo cujo pátio também é um mirante! Voltamos à Pça. Tiradentes para visitar as lojas de artesanato e pedras semi preciosas. Almoçamos e seguimos para o Teatro Municipal. Só desci ela ladeira pela minha mãe... ela, na juventude, ia muito à Ouro Preto e ficava na casa da tia de uma amiga(anos depois se tornaram comadres) e ela estava curiosa por rever aquela casa: duas casas abaixo do Teatro Municipal, ela nos indicou. Pedi aos anjos prá me segurarem, firmei no braço do Mô e fomos descendo. Visitamos o Teatro Municipal que ainda realiza espetáculos e, em frente a casa da “tia Elisa” liguei prá minha mãe e tive que responder à muitas perguntas...
Subimos de volta à Pç. Tiradentes e visitamos o Museu da Inconfidência e ao sair por volta das 17h, encontramos o centro histórico todo engarrafado... último dia de campanha política, carros de som, comícios, loucura total! Chamamos o carro do hotel e ele foi nos buscar. Tomaos o café da tarde (que é servido das 17h às 19h), tomamos banho e o sono tomou conta de nós!
05/10: tomamos café da manhã e fomos para o passeio de trem de Ouro Preto à Mariana. O passeio dura 1 hora +ou- e o percurso é lindo! Chegando à Mariana o guia já estava nos esperando e iniciamos a visita passando pela Rua Direita, observando o casario, inclusive um sobrado revestido com pedra sabão. Belíssimo!
Subimos até a Pç. Minas Gerais onde está o principal conjunto arquitetônico da cidade: as igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo,o pelourinho e a Casa de Câmara e Cadeia.
Almoçamos e fomos visitar a Catedral da Sé e o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra. Cada igreja e cada museu tem a sua peculiaridade e sempre nos encanta! Uma pena que não se possa fotografar ou filmar!
No retorno de Mariana à Ouro Preto, paramos numa fábrica de artesanato em pedra sabão e pedras semi preciosas. Quem já tinha comprado nas lojas e/ou feirinha se resgou de raiva ao ver os preços! Tudo muito mais barato... eu tinha me apaixonado por uma saboneteira em pedra sabão, o preço na loja era R$25,00. Mô ainda insistiu que eu comprasse mas resisti e não comprei. Entrei na fábrica e só tinha olhos para as saboneteiras... sabe quanto eu paguei na mesma saboneteira? R$ 7,00! YES!
Chegando em Ouro Preto, ainda deu tempo de visitar a Igreja de São Francisco de Paula cujo o pátio também é um mirante de boa parte da cidade. As ladeiras são puxadas, mas a vista é sempre deslumbrante! Vale a pena o esforça da subida! De volta ao hotel, banho e berço!
06/10: último dia de viagem. Saímos às 8h rumo à Congonhas, percurso de 2h +ou-. De repente, o trânsito parou! De onde estávamos não tínhamos idéia do que estava acontecendo. Um motoqueiro que conseguiu passar no sentido contrário avisou: uma carreta de bananas tombou atravessada fechando as duas pistas! Até que a pista fosse limpa lá se foram aproximadamente 3 horas! Nossa visita à Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos estava marcada com o guia para às 10h e só chegamos à cidade 12:30h +ou-. Fomos almoçar e mesmo sem guia fomos até o belíssimo conjunto arquitetônico composto pela basílica, a escadaria ornada pelos 12 profetas em pedra sabão e no pátio, as sete capelas que abrigam obras de Aleijadinho em madeira. Cenas da Paixão de Cristo tão rais que impressionam!
Deixamos Congonhas às 16:30h com destino à Araruama. O horário de chegada estava previsto para 21h, mas devido ao engarrafamento monstro da manhã, só chegamos à Araruama à 1h da manhã. Um grupo ficou no centro da cidade e nós seguimos com o grupo que desceria em Iguaba. Descemos aqui na esquina. Largamos as malas na sala, tomamos banho e caímos mortos na cama!
E assim terminamos nossas férias de 2012!
As fotos eu estou colocando no album e assim que estiverem todas, eu aviso, tá?
Viajar é muito bom mas chegar em casa é muito melhor!